Segunda-feira , 27 Setembro 2021
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Comércio eletrônico salta para US$ 26,7 trilhões com venda online durante Covid-19

Unsplash/rupixen
Restrições causadas pela pandemia fizeram aumentar a venda de artigos pela internet, diz Unctad

Setor com total de vendas de varejo subiu de 16%, em 2019, para 19% no ano passado; crescimento foi diferenciado, com empresas em setores de transporte e viagens tendo quedas acentuadas; em 2019, Brasil foi 20º país com mais vendas a consumidores.  

Um novo relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, revela que a pandemia elevou o volume do comércio eletrônico. 

Com o aumento, o peso deste setor no total das vendas de varejo subiu de 16%, em 2019, para 19% no ano passado. No total, o comércio eletrônico arrecadou US$ 26,7 trilhões. 

Crescimento 

De acordo com a pesquisa, as vendas no varejo online cresceram em vários países. A Coreia do Sul liderou o crescimento passando de 20,8% em 2019 para 25,9% no ano passado.  Unsplash/Priscilla du PreezNa internet, vendas entre empresas são muito superiores a vendas a consumidores, segundo pesquisa da Unctad

Para a diretora de tecnologia e logística da Unctad, Shamika Sirimanne, “essas estatísticas mostram a crescente importância das atividades online.” 

Segundo ela, os números “também apontam para a necessidade de os países, especialmente os em desenvolvimento, terem informações para reconstruir suas economias após a pandemia de Covid-19.” 

Setores 

Apesar do crescimento, a crise de saúde teve consequências diferentes para as empresas.  

Os dados das 13 maiores firmas de comércio eletrônico, 11 das quais são da China e dos Estados Unidos, mostram uma grande queda para empresas que oferecem serviços como transporte de passageiros e viagens.  

A Expedia, por exemplo, caiu do 5º lugar em 2019 para o 11º em 2020, a Booking Holdings do 6º para o 12º e o Airbnb do 11º para o 13º. 

Apesar dessa redução, o Volume Bruto de Mercadorias das 13 principais empresas de comércio eletrônico aumentou 20,5% em 2020, mais do que tinha crescido em 2019, quando subiu 17,9%. 

A Unctad destaca o crescimento de empresas como a Shopify, que aumentou 95,6%, e Walmart, cerca de 72,4%. 

Tendência 

No total, as vendas globais de comércio eletrônico, em 2019, tiveram um aumento de 4% em relação a 2018, de acordo com as últimas estimativas. 

Esse valor inclui vendas entre empresas e para consumidores e é equivalente a 30% do Produto Interno Bruto, PIB, global naquele ano. 

O relatório estima o valor do comércio eletrônico entre empresas em 2019 em US$ 21,8 trilhões, representando 82% de todo o comércio eletrônico. Esse número inclui vendas em plataformas de mercado online e transações de intercâmbio eletrônico de dados. 

Estados Unidos 

Os Estados Unidos continuaram a dominar o mercado de comércio eletrônico, à frente do Japão e da China.  

Já as vendas para consumidores foram estimadas em US$ 4,9 trilhões em 2019, um aumento de 11% em relação a 2018. Os três principais países nessa área são China, Estados Unidos e Reino Unido.  

Nessa categoria, o Brasil foi o 20º país com mais vendas, cerca de US$ 16 bilhões.  

O comércio eletrônico entre países chegou a US$ 440 bilhões em 2019, um aumento de 9% em relação a 2018. O relatório nota que a parcela de consumidores online que fazem compras internacionais aumentou de 20% em 2017 para 25% em 2019. 

Inclusão 

A Unctad também destaca um novo índice sobre inclusão digital, que classificou 100 empresas, incluindo 14 firmas de comércio eletrônico, sobre contributos para acesso às tecnologias, desenvolvimento de capacidades, aumento de confiança e inovação. ITU/R. FarrellPesquisa afirma que empresas de comércio eletrônico fazem pouco na área da inclusão

Segundo a pesquisa, as empresas de comércio eletrônico tiveram desempenho inferior em comparação com empresas de outros setores digitais, como hardware ou serviços de telecomunicações. 

Duas décadas 

Por exemplo, a empresa de comércio eletrônico com melhor classificação foi o eBay, que surge apenas em 49º lugar. No geral, as empresas de comércio eletrônico obtiveram uma pontuação de 20 pontos em 100 possíveis. 

De acordo com o relatório, um dos principais fatores é que estas empresas são relativamente jovens, normalmente fundadas apenas nas últimas duas décadas. 

Segundo a Unctad, “essas empresas têm se concentrado mais nos acionistas do que no envolvimento com um amplo grupo de partes interessadas e na compilação de indicadores de desempenho ambiental, social e de governança.” 

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