Domingo , 5 Abril 2020
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Falha na correção do Enem pode ter prejudicado até 30 mil candidatos

Cerca de  30 mil candidatos podem ter sido afetados pela falha na contabilização dos pontos da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), conforme estimativa do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, feita ao jornal O Globo. O número equivale a pouco menos de 1% dos quase 3,9 milhões de candidatos inscritos.

“Dentro desse trabalho de rodar e pela experiência que a gente está tendo, a gente estima que chegue a menos de 1%, menos de 30 mil. A gente acha que não vai chegar nem a 9 mil pessoas”, afirmou Lopes, ao jornal carioca.  “Esse é o público alvo que a gente acha que pode ter tido inconsistências”, acrescentou ele.

O Inep prometeu corrigir as informações até segunda-feira (20). Pelas redes sociais, candidatos protestaram contra o erro nas notas da prova. O resultado das avaliações foi divulgado na véspera.

Um dos motivos da apreensão é o início das inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em universidades públicas com as notas do Enem, na próxima terça-feira (21).

O problema, de acordo com Lopes, foi verificado no segundo dia do teste, realizado no dia 10 de novembro. Candidatos fazem provas diferentes, que são identificadas por cores. Na hora da correção, houve pessoas que realizaram prova de uma cor e tiveram a correção com base em outra, afirmou. Segundo ele, o mesmo problema ocorreu em anos anteriores.

“Não há nenhum prejuízo concreto”, disse Lopes. Dos 5.095.388 inscritos no Enem ano passado, 3.709.809 fizeram a prova no segundo dia de aplicação. Anteriormente, ele havia citado um número inferior a 1% de candidatos com o problema. Até o momento, foram confirmados quatro candidatos em Viçosa (MG) com as notas trocadas, afirmou o dirigente.

As falhas na contabilização dos pontos de candidatos do Enem começaram a ser reportadas nas redes sociais na noite de sexta-feira. Grupos de estudantes de Minas Gerais relataram que obtiveram pontuações extremamente baixas apesar de terem acertado um número elevado de questões.

Pelo Twitter, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que o MEC havia detectado “inconsistências” no gabarito de algumas provas e que até segunda-feira (20) o problema seria resolvido.Leia mais
(Correio)

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